Resumo da Participação do Mais Botafogo no Conselho Deliberativo - Não foi por falta de aviso!
Prezado alvinegro,

Mais abaixo segue um resumo, retirado das atas das reuniões do Conselho Deliberativo, das falas e posicionamentos dos conselheiros do MAIS BOTAFOGO principalmente no que diz respeito aos constantes alertas feitos acerca da verdadeira "farra financeira" que se instaurou em nosso clube, em especial nos últimos 3 anos. Não é de hoje que nosso grupo vem alertando e pedindo providencias ao Conselho Diretor no sentido de fazer os ajustes necessários a uma gestão equilibrada, austera e transparente. Infelizmente, nada foi feito, fomos solenemente ignorados, e o resultado está aí, infelizmente.

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Reunião de 14/12/10:
“6.3- ... O Conselheiro Luiz Felipe Novis registrou a necessidade de acompanhamento regular da execução das previsões contidas na proposta orçamentária. O Conselheiro Paulo Kleinberger indagou sobre as propostas de efetivo emprego das verbas por cada Vice-Presidência e, ainda, sobre o estabelecimento de metas a alcançar pelos departamentos...”
Reunião de 31/03/11:
“2.1- ...O Conselheiro Luiz Felipe Novis pediu a palavra para solicitar que constasse da ata em exame o registro de indagação e sugestão por ele dirigidas ao Sr. Renato Blaute acerca da proposta orçamentária para 2011, a saber: se as receitas apresentadas seriam líquidas ou estariam comprometidas por dívidas de exercícios anteriores; e a recomendação de acompanhamento comparativo regular entre a proposta orçamentária apresentada e a respectiva execução...”
“6.8. Pedindo a palavra, o Conselheiro Anderson Simões manifestou sua preocupação com os impostos não recolhidos, que já somam R$ 24.000.000,00. Indagou sobre o planejamento a respeito da matéria...”
“6.9. O Conselheiro Gustavo Noronha, referindo-se às notas técnicas, indagou sobre a existência de dívidas de R$ 3.000.000,00 para com o INSS e de R$ 12.000.000,00 em relação a imposto de renda, concluindo que as mesmas recairiam sobre retenções obrigatórias não realizadas, situação a ensejar desdobramentos criminais... O Conselheiro Gustavo Noronha registrou, ainda, que a antecipação de receitas com garantia contratual já excede o período do atual mandato, situação que se deliberou evitar. Por fim, pediu que Sr. Blaute confirmasse que a dívida consolidada relativa à “Time Mania” era de R$ 120.000.000,00, o que foi feito.”
“6.10. O Conselheiro Paulo Amate solicitou esclarecimentos sobre o expressivo aumento do item “obrigações trabalhistas” …”
“6.11. O Conselheiro Gérson Stocco se confessou desconfortável com a assertiva de existência de equilíbrio entre receitas e despesas em 2010, eis que a partir das respostas às perguntas anteriores se verifica que esse equilíbrio não existe. Citou tributos não recolhidos, acréscimo de endividamento e antecipação de receitas como fatores a demonstrar o desequilíbrio e pediu que o Diretor Financeiro se pronunciasse sobre essa observação...”
“6.12. O Conselheiro Luiz Felipe Novis pediu a palavra para registrar que o custo da dívida é o fator provocador do desequilíbrio, solicitando que se esclarecesse se há impostos cujo pagamento não vem se realizando e, em caso afirmativo, qual o grau de risco da situação...”
Reunião de 09/07/12:
“4.5- Pedindo a palavra, o Benemérito Carlos Eduardo da Cunha Pereira registrou perplexidade com os números apresentados: o Conselho Fiscal fez referência a 30 milhões de reais que teriam sido antecipados, ao passo que correspondência recebida recentemente do Presidente do Botafogo informou valor total de antecipações da ordem de 62 milhões de reais, montante superior a 10 % da receita orçamentária, o que já indicaria o comprometimento de receitas futuras sem prévia autorização do Conselho Deliberativo... O Benemérito Carlos Eduardo manifestou sua insatisfação com as explicações recebidas, reiterando que o Conselho Deliberativo não foi convocado para deliberar sobre operações já realizadas; que o Conselho Deliberativo desconhece tais operações, com quem foram feitas e a que custo...”
“4.6- Pedindo a palavra, o Conselheiro Luiz Felipe Novis suscitou dúvidas sobre os critérios que pautam a as antecipações de receitas. Atentou para a erronia de se autorizar eventualmente antecipações de receitas para período que exceda o do mandato de determinada gestão e indagou objetivamente se no quadro atual há o comprometimento de receitas recebíveis em períodos correspondentes a gestões futuras do Clube...”
“4.7- O Grande Benemérito Jorge Aurélio Ribeiro Domingues pediu a palavra para destacar que a resposta aos questionamentos postos sobre o assunto não deveria aguardar a próxima reunião do Conselho Deliberativo, competindo ao Conselho Diretor antecipar a prestação dessas informações, fazendo-as encaminhar aos Conselheiros...”
“5.2- Lido o expediente do Conselho Fiscal, o Presidente do órgão, Sr. Antônio Carlos Mantuano, ocupou a tribuna, ocasião em que informou que o documento que vinha de ser lido fora aprovado com voto contrário do Conselheiro Anderson Simões, desfavorável à aprovação do balanço.”
“5.12- O Benemérito Carlos Eduardo da Cunha Pereira pediu a palavra para, em nome do “Movimento Mais Botafogo” e diante do disposto no art. 87 do Estatuto, dizer que na reunião do Conselho Fiscal que analisou as contas de 2011 compareceram 6 componentes e verificou-se a abstenção de 5 quanto à recomendação de aprovação ou rejeição das contas, tendo o Conselheiro Anderson Simões votado contra a aprovação das contas. Afirmou que, consequentemente, o parecer do Conselho Fiscal é contrário à aprovação das contas.”
“5.17- O Conselheiro Luiz Felipe Novis solicitou que os nomes dos Conselheiros que votaram contra a proposta (de aprovação das contas) fossem indicados em ata...”
“6.5- O Conselheiro Antônio Garcia registrou sua insatisfação com a condução da votação da matéria de autorização de operações de crédito por antecipação de receitas, por inexistir possibilidade de votação em terceira proposta...”
“6.11- O Conselheiro Gláucio Cruz manifestou-se impressionado com a forma como as questões são tratadas no Botafogo, referindo-se à apresentação de orçamento com déficit de 42 milhões de reais, à sobrecarga de despesas em valor superior ao orçado (150%, segundo o Conselheiro Mantuano) e à ausência de discussões aprofundadas sobre possíveis soluções para tais questões.”
Reunião de 30/07/12:
“1.8- O Benemérito Carlos Eduardo da Cunha Pereira pediu a palavra e, anunciando-se como autor da impugnação à inscrição de lista de concorrentes (por suposta ofensa ao art. 42 do RI), disse que não cansaria o Plenário com discussões em torno de questões regimentais; o motivo de seu pronunciamento reside no momento crucial por que passa o Botafogo e em questão ética, visando à preservação da herança de luta e de dignidade que o Botafogo traz consigo. Ressaltou a necessidade de preservação da independência entre os Poderes do Clube e advertiu que um Conselho Fiscal composto por “ajuntamento de amigos” não terá condições de julgar com isenção as contas do Botafogo.”
Reunião de 11/12/12:
“7.4. Primeiro orador inscrito, o Conselheiro Gustavo Noronha teceu em relação à matéria as seguintes observações: de acordo com o princípio contábil da entidade, a Companhia Botafogo e a sociedade Botafogo Participações deveriam apresentar orçamentos individuais e independentes; da forma como a proposta orçamentária se fez apresentar, a Companhia Botafogo recebe o tratamento de centro de custos do Botafogo. Manifestou preocupação com o projeto de participação em lucros e resultados em favor dos funcionários do Botafogo, eis que a iniciativa deve observar os requisitos legais para a respectiva implementação, incluída a aprovação por entidade sindical, sob pena de expor o Clube a encargos tributários. No que concerne à proposta orçamentária, manifestou as seguintes dúvidas: desde 2009, as propostas orçamentárias contêm previsão, jamais concretizada, de obtenção de receitas decorrentes de “naming rights”. Embora na proposta sob análise não haja indicação nominal dessa rubrica, nota-se na Companhia Botafogo a previsão, sob a rubrica “outros”, de dois aportes de R$ 5.000.000,00 cada qual. Indagou o Conselheiro Gustavo Noronha se essas previsões de aporte seriam decorrentes de “naming rights”. Tendo constatado, ainda, a existência de rubrica de recebimento de direitos federativos e econômicos da ordem de R$ 7.200.000,00, indagou o Conselheiro Gustavo Noronha se o lançamento em questão seria fruto de negociações em curso ou mera expectativa. A mesma indagação fez em relação à rubrica receitas de televisionamento, da ordem de R$ 40.000.000,00 – será fruto de contratos já assinados ou mera expectativa? Finalmente, manifestou o Conselheiro Gustavo Noronha estranheza com o lançamento de despesa de pessoal de R$ 160.000,00, atribuída ao Estádio Caio Martins. Pediu que o Conselho Diretor esclarecesse os pontos acima resumidamente registrados.”
“7.5. Segundo orador inscrito, o Conselheiro Luiz Felipe Novis indagou, primeiramente, se as receitas brutas estimadas na proposta sob análise seriam ou não líquidas em relação às antecipações contratuais de exercícios anteriores. Em caso de resposta negativa, pediu que o Conselho Diretor informasse qual o valor das receitas que serão efetivamente recebidas no exercício de 2013, para que a discussão possa ser pautada por parâmetros realistas. Em segundo lugar, mencionou que não percebeu o lançamento, na proposta, de despesas não operacionais, aduzindo que de acordo com os documentos apresentados o principal problema do Clube não é operacional, já que as operações aparentam se processar de forma razoavelmente equilibrada. Disse que a análise do ponto anterior e das receitas não operacionais indicam que o total do orçamento apresenta déficit superior a R$ 30.000.000,00 e que não se pode aprovar orçamento com déficit de tal magnitude sem a prestação de informações quanto à cobertura daquele déficit. Analisando a dívida do Clube, disse que um bom orçamento é o primeiro passo para uma boa administração financeira e que uma boa administração financeira deveria se preocupar em equacionar o patrimônio líquido negativo. Ponderou que atualmente o Botafogo não honraria sua dívida nem vendendo todos os seus ativos e sua própria marca. Alertou o Conselheiro Luiz Felipe Novis que não se pode ignorar a questão da dívida do Clube, que cresce anualmente à taxa aproximada de 10 %. A postura de ignorar o problema, disse, não contribui para sua solução, tampouco a crença de que alguma “fada madrinha do Governo” ou magnata solverá o problema. A questão, finalizou, deve ser tratada com seriedade e austeridade.”
“7.7. O terceiro orador inscrito foi o Conselheiro Gláucio Cruz, que iniciou seu pronunciamento registrando os crônicos problemas internos do Botafogo em relação à matéria em debate – o orçamento do exercício anterior já recebera críticas do Conselho Fiscal; o orçamento de 2012 foi igualmente aprovado com críticas daquele Conselho e com previsão de antecipação de receitas superando 100% das receitas do exercício. Considera o Conselheiro Gláucio Cruz que o Conselho Deliberativo não trata do tema com a devida atenção. Referiu-se o Conselheiro em seguida a uma carta subscrita pelo Conselho Diretor informando que a atual gestão não pode ser responsabilizada pelo aumento da dívida do Clube, eis que 77% dessa dívida foi contraída por gestões anteriores a 31/12/2008. A atual gestão, ao assumir o Conselho Diretor, assumiu também o passivo, ponderou o Conselheiro Gláucio Cruz. Lamentou que o Conselho Diretor tenha a iniciativa de convocar reunião para tentar cassar 14 Conselheiros democraticamente eleitos, mas não preste informações sobre o aumento de 23 % da dívida, ocorrido na atual gestão, em 4 anos. Sobre a proposta orçamentária, registrou ser o orçamento deficitário em R$ 33.000.000,00 e não conter informação quanto à cobertura do déficit. Indagou da Diretoria Financeira como tal cobertura seria realizada, quais são as despesas não operacionais da ordem de R$ 35.400.000,00 e como será feito o acompanhamento da proposta orçamentária.”
“7.8. . Quarto orador inscrito, o Conselheiro Anderson Simões justificou o voto proferido no Conselho Fiscal, de fixação do limite de operações de antecipação de receitas em 6 % ao mês, o que fez da seguinte forma: já existem adiantamentos da ordem de R$ 31.000.000,00 e a aplicação do percentual de autorização proposto pelo Conselho Diretor implicará em comprometimento das receitas apuráveis em 2014, gerando a manutenção de tal sistemática comprometimento para as receitas de 2015 e assim sucessivamente. Disse que a proposta do Conselho Fiscal, de fixação do limite em 7,83%, não elimina o problema. A proposta que apresentou, disse o Conselheiro Anderson Simões, elimina o risco apontado, eis que os R$ 31.000.000,00 antecipados correspondem a 28 % das receitas e os demais 72%, divididos por 12, correspondem ao limite mensal de 6 %.”
“7.9. O quinto orador inscrito foi o Benemérito Carlos Eduardo da Cunha Pereira, que iniciou seu pronunciamento saudando o novo Benemérito Ique, que muito colaborou e colabora com o Botafogo, principalmente nos esportes aquáticos. Lamentou, em seguida, a inexistência de apresentação da proposta orçamentária, por parte do Conselho Diretor, e a não observância dos prazos estatutários no que concerne ao encaminhamento daquela proposta. Registrou a existência de déficit de R$ 33.000.000,00 e a inexistência, na proposta, de indicação de correspondente cobertura, em violação ao art. 105, § 3º, do Estatuto. A propósito da informação prestada pelo Conselheiro Anderson Simões, segundo a qual mais de R$ 30.000.000,00 das receitas de 2013 foram antecipadamente recebidas, disse que esses adiantamentos, feitos sem a autorização do Conselho Deliberativo, são irregulares, de acordo com o disposto no art. 54, inciso XIX, do Estatuto. Indagou do Conselho Fiscal se foram analisados mensalmente os balancetes, livros, contratos, tal como prevê o art. 56, inciso I, do Estatuto. Indagou se em conformidade com o art. 56, VIII, do Estatuto, o representante da Cia. Botafogo apresentou ao Presidente do Conselho Deliberativo parecer sobre o desempenho de suas funções. Reportando-se ao pronunciamento do Conselheiro Gustavo Noronha, alertou para o grave risco de se incluir a Cia. Botafogo no orçamento do Botafogo, especialmente em razão das dívidas trabalhistas – as receitas da Cia. Botafogo poderão ser consideradas receitas do Botafogo. Registrou que a Cia. Botafogo não tem funcionários, mas a proposta analisada indica adiantamentos de pro-labore de R$ 5.920,00 mensais, perfazendo R$ 71.000,00 anuais. Acrescentou que na mesma Cia. Botafogo há lançamento de despesas odontológicas de R$ 12.000,00 mensais, perfazendo R$ 144.00000 anuais. Solicitou explicações sobre ambos os pontos. Rememorou que em reunião anterior do Conselho Deliberativo pediu que o Vice-Presidente Financeiro prestasse informações sobre todos os adiantamentos ocorridos ao longo de 1012 e que embora o Vice-Presidente haja concordado com a solicitação, até o momento as informações não foram prestadas ao Conselho Deliberativo. Finalizou enfatizando que o Conselho Deliberativo, por tudo o que expôs, não tem condições de votar a proposta orçamentária. E, no que concerne à fixação de limite para a antecipação de receitas, propôs fosse submetida à votação a proposta apresentada pelo Conselheiro Anderson Simões, de 6 % ao mês.”
“7.15. A Presidência da Sessão concedeu novo – e breve – pronunciamento ao Conselheiro Gláucio Cruz, que leu para o Plenário o teor do art. 105 do Estatuto, reafirmou a existência de déficit de R$ 33.000.000,00 e disse que o Diretor Financeiro não informou os critérios de cobertura de tal déficit, razão pela qual a proposta orçamentária não poderia ser votada...”
“8.4. Concedeu-se a palavra ao Conselheiro Edson Alves Junior, que de início compartilhou com o Plenário sua impressão, acerca da questão orçamentária, de que a grande maioria dos Conselheiros não leu a proposta. Em seu entender, “não há interpretação possível” e a proposta é deficitária em 33 milhões de reais. Em seu entender, o Conselho Deliberativo não “dá o devido interesse aos números do Botafogo”...”
“8.9. O Conselheiro Gláucio Cruz ocupou a tribuna para corroborar as posições expostas pelos Conselheiros Edson Alves Junior e Carlos Eduardo Pereira: em realidade a proposta orçamentária apresenta déficit de 33 milhões de reais e não resultado positivo de 2 milhões de reais. Lamentou que o Diretor Financeiro, assim como outros componentes do Conselho Diretor, tenha se ausentado do recinto...”

Reunião de 26/03/13:
“5.19. O plenário, por maioria, aprovou as contas do Conselho Diretor do exercício de 2012, precedido de manifestação do Conselheiro Carlos Eduardo no sentido de rejeição das contas, assegurando que “existe caixa-preta sim” e que “existem muitas operações”, sublinhando ser obrigação do Conselho Deliberativo “zelar pelos interesses do Botafogo”.
“6.12. Quinto orador inscrito, o Benemérito Carlos Eduardo Pereira realçou aspectos de artigo da lavra do Sr. José Moreira Magalhães que realçaria o ponto de vista do Benemérito orador com relação à noção de “equilíbrio orçamentário”.
“6.13. Destacou que o orçamento atual foi “irregularmente votado por esse Conselho” e que pagou-se mais ao Sr. Oswaldo de Oliveira do que investiu-se na base do Botafogo”.
“6.15. Sexto orador, o Conselheiro Gustavo Noronha saudou os presentes e, após, tratou de pugnar pela criação de um Conselho Fiscal na Companhia Botafogo analisando aspectos de tal proposição, respeitados os termos estatutários e legais”.
“6.20. Último orador inscrito, assumiu a tribuna o Conselheiro Edson Alves Junior acentuando, a princípio, que lamenta as finanças do clube e a “não presença do Vice-Presidente de Finanças”, acrescentando que “me sinto um Conselheiro desrespeitado”.
Reunião de 25/06/13:
“6.7. O Conselheiro Gláucio Cruz, segundo inscrito, disse haver compreendido que na percepção do Presidente do Clube a ação judicial não seria o caminho ideal. Mencionou não vislumbrar empenho em medidas de recuperação dos prejuízos e indagou do Presidente Assumpção o que será feito com tal objetivo”.
“6.9. Próximo inscrito, o Conselheiro Gustavo Noronha endossou a proposta de criação de comissão pelo Conselho Deliberativo, apresentada pelo Conselheiro André Barros, e indagou do Presidente da Sessão se a instalação da comissão poderia ser votada nesta reunião. “A matéria não pode ser improvisada”, respondeu o Presidente da Sessão, rememorando que os nomes de eventuais integrantes da comissão devem ser apresentados e votados. Retomando a palavra, o Conselheiro Gustavo Noronha ponderou que muitas vezes “um mau acordo é melhor do que uma boa briga” e perguntou ao Presidente Assumpção, a partir de notícia publicada na coluna do jornalista Anselmo Góes em 18/06, se há alguma negociação em curso com a Prefeitura”.
“6.11. O Conselheiro Carlos Mattos indagou a opinião técnica do Vice-Presidente Francisco Fonseca no que concerne à interdição, especialmente levando em consideração a existência de laudos divergentes do apresentado pela empresa alemã”.
“6.14. O Benemérito Paulo Gyner perguntou ao Presidente Assumpção se o Botafogo, ao assinar a concessão do estádio, contratou seguro com cobertura para lucros cessantes. Disse o Presidente existir o seguro, tendo o Botafogo notificado a Seguradora, que informou não compreender a cobertura erro de projeto. A discussão prossegue, segundo o Presidente”.
Reunião de 25/03/14:
“5.3. O Grande-Benemérito Antônio Carlos Azeredo de Azevedo perguntou a razão pela qual o Botafogo foi excluído do Ato Trabalhista e o Presidente respondeu que não havia interesse, em 2103, de discutir o retorno do Clube ao Ato, parecendo mais interessante ingressar com pedido de edição de novo Ato em 2014”.
“5.4. O Benemérito Carlos Eduardo da Cunha Pereira, referindo-se à informação de que parte da dívida já estaria garantida por antecipações de receitas, indagou a respeito do valor das receitas de gestões futuras que já estariam comprometidas. O Presidente respondeu que o Conselho Fiscal detém tal informação e que o grupo a que pertence o Benemérito tem um representante no Conselho Fiscal, que poderia prestar a informação. O Benemérito Carlos Eduardo disse ser assustador o fato de o Presidente desconhecer o quanto sacou de gestões futuras, questionando a qualidade da gestão... O Benemérito Carlos Eduardo reiterou a existência de crescimento assustador da dívida, ressaltando que o parecer do Conselho Fiscal informa que o Clube “está quebrado”. Lamentou que ao final do segundo mandato da Diretoria não existam propostas para enfrentar a questão do endividamento, apenas medidas que qualificou de simplórias. Lamentou também o acanhado investimento nas divisões de base... O Benemérito Carlos Eduardo lembrou ser a sexta vez, em seis anos, que o Presidente menciona a conclusão das obras do Centro de Treinamento...”.
“5.8. O Conselheiro Gustavo Noronha, último inscrito, reportando-se à palavra colaboração, citada pela Grande-Benemérita Margarida Menezes, confessou sua decepção com o fato de o Conselho Deliberativo não ter uma atuação mais presente na vida do Botafogo. Disse haver se ressentido da exposição, em apresentação audiovisual, dos números relacionados às contas sob análise. Lamentou que a adoção de um critério que classifica de extremamente literal de interpretação do Estatuto haja permitido que o Conselho Fiscal, verificando orçamento deficitário já “na largada”, tenha deixado de exigir a apresentação de plano de recuperação de finanças. A propósito do Pró-Forte, citou genericamente críticas da imprensa, que ironiza o fato de os clubes se planejarem mal, convertendo-se em devedores de impostos, assumindo o risco de penhoras que inviabilizam sua administração, para depois correrem atrás de um perdão. Lamentou, uma vez mais, a inexistência de exposição pormenorizada dos números”.
“5.9. A pedido do Presidente da Sessão o parecer do Conselho Fiscal a propósito das contas do exercício de 2013 foi lido. Esse parecer registra resultado operacional negativo em 2013 e patrimônio líquido igualmente negativo, além da prática de antecipações de receitas para o atendimento de obrigações de curto prazo. Recomenda, o parecer, medidas de reversão do atual quadro e a regularidade de pagamento de impostos, para se reconduzir o Clube a uma situação de equilíbrio econômico-financeiro. Informa o parecer que os números não são bons, mas que as contas foram apresentadas corretamente, à luz dos princípios de contabilidade. Sugere o parecer a aprovação das contas, por decisão majoritária do Conselho Fiscal, vencido o Conselheiro Edson Alves Júnior, que recomendou a reprovação das contas, por ausência de projeto de cobertura de déficit”.
Reunião de 15/04/14:
“2.24. Próximo orador inscrito, assumiu a tribuna o Conselheiro Edson Alves Junior, que assegurou não constar do contrato (sobre o projeto que está sendo executado no Campo de Treinamento de General Severiano e utilização prevista do espaço, celebrado com as empresas responsáveis por sua realização e implementação) o custo do material das quadras que ocupariam o campo de General Severiano e que o Presidente do Conselho Diretor deveria pagar eventual multa rescisória”.
“2.31. Prosseguindo a sessão, assumiu a tribuna o Conselheiro Gustavo Noronha, que qualificou o contrato como uma “trapalhada”. Discorreu a respeito de certa medida judicial, corroborando as palavras do Benemérito Manoel Renha. Finalizou observando que o contrato foi assinado “com excesso de mandato”, sendo assim “nulo de pleno direito” e que a proposta do Conselheiro Cláudio Good deveria ser votada”.
“2.33. Após nova e elegante intervenção do Conselheiro Gustavo Noronha, tomou a tribuna o Benemérito Carlos Eduardo da Cunha Pereira. Iniciou a explanação a respeito do contrato e do projeto apresentados pelo Conselho Diretor, não sem antes festejar a boa saúde do Presidente do Conselho Deliberativo e o espírito democrático do ex-Presidente Mauro Ney Palmeiro. Afirmou estar ocorrendo “destruição de instalações do Botafogo” e que a administração do clube se comporta de modo “deselegante”.
“2.34. Assegurou que cabe apenas ao Conselho Deliberativo decidir a respeito da utilização do campo de General Severiano, lastimando o dano e a infração cometidos pelo Conselho Diretor, afirmando ter ocorrido excesso de mandato”.
“2.35. Mudando o objeto da intervenção, discorreu a respeito do projeto apresentado pelo Conselho Diretor afirmando que “não há projeto””.
“2.36. Propôs, por fim, a paralisação de qualquer obra em General Severiano”.

por: MaisBotafogo (04/08/2014 - 10:13:22)